Um sopro

“Eu pensei em fazer poemas, em falar de amores, esquecer das dores…”

Acho que li isso em algum lugar. Mas não lembro exatamente onde. Ou talvez simplesmente surgiu. Assim, como as palavras brotam sem razão em meio a pensamentos perdidos. Afinal, para mim, devaneios são comuns. Em dias corridos me distraio por instantes a observar o céu, tentando escutar o silêncio, tentando deixar a paz me tocar de uma forma singela. Um vento suave que liberta.

Naqueles instantes, tudo é tão calmo que quase sinto estar em outro lugar. Viajando em outra dimensão, onde então, tudo se transforma. Fecho os olhos por alguns segundos, mas como com trovoadas, me vejo de volta, sobressaltada. Preciso voltar da terra do nunca, preciso estar no mundo real outra vez. Alguém chama, um telefone toca, alguém chega, alguém se vai. É hora de correr. Hora de deixar de lado os amores e as dores. Esquecer das rimas sentimentalistas. É a vida. É um sopro.

Definitivamente não temos tempo para tanto pesar.

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